Crítica | O Jogo da Imitação


Que Benedict Cumberbatch
é um ator excepcional, nisso ninguém tem dúvidas, afinal suas atuações são de deixar os olhos brilhando. E como não poderia ser diferente em O Jogo da Imitação, Benedict assumiu o posto de protagonista, e não decepcionou ninguém com isso.

Baseada em fatos reais, a trama se passa do início ao fim da Segunda Guerra Mundial, onde os britânicos formam uma equipe com os melhores homens para desvendar a Enigma, o código que os alemães usam para enviar mensagens aos seus submarinos. Entre os homens da equipe está Alan Turing, um professor matemático de 27 anos extremamente lógico e com problemas de relacionamento com pessoas.

Todos os dias os alemães enviam mensagens aos seus submarinos às 6h da manhã, mas sempre às 0hrs a codificação muda e eles precisam fazer tudo de novo no dia seguinte. Apesar de sua dificuldade em se relacionar com pessoas, Alan acaba assumindo a liderança da equipe e seu projeto é criar uma máquina capaz de desvendar todas as combinações de mensagens dentro das 18hrs que eles têm por dia.

Mas construir essa máquina não é nada fácil pra ele, pois não conta com seus colegas de equipe para ajudá-lo já que todos os acham um tanto quanto louco. É então que Joan Clarke (Keira Knightley) aparece e se torna uma das maiores incentivadoras de Alan.

Quando algo traz em seu tema principal a Segunda Guerra Mundial, tende-se a esperar um mar de lágrimas, pois tudo que aconteceu naquela época foi trágico demais, e afeta a todos nós, inclusive pessoas que ainda nem eram nascidas na época.

O Jogo da Imitação traz dentro de si uma vertente de conhecimento próprio quando começamos, a saber, como foi a adolescência de Alan. Sorrimos com a forma exagerada de sua sinceridade. E claro, sofremos ao ver a forma como ele é tratado, a forma como o enxergam apenas como alguém que está ali por loucamente inteligente.


Com sua trama muito bem desenvolvida e com personagens bem construídos, o filme se torna um prato cheio para os fãs da sétima arte. A história de homem que foi um herói e julgado pelo preconceito. Um homem que salvou milhões de vidas e do qual muitos nem mesmo sabiam o nome. 

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