Crítica | Sedução


Dirigido por Jordan Scott, e estrelado por Eva Green, Sedução é um filme que retrata a inocência e os medos, o fascínio pelo novo e a curiosidade pelo desconhecido. Tudo isso rodeado por uma das melhores atuações de Eva Green.

A história se passa em um internato para garotas longe da cidade. Muitas dessas garotas nunca “viram” o mundo, e contam com a Srta G. (Eva Green) para saber como tudo acontece fora do internato. Srta G. por sua vez, é uma mulher misteriosa e cativante que cuida das meninas como suas próprias filhas.

O grupo de alunas é liderado por Di (Juno Temple) a “queridinha” da Srta G. que assim como todas suas amigas, está sofrendo transformações psicológicas e físicas. Esse grupo também forma uma equipe de mergulho, uma atividade comum entre as meninas.

Tudo anda muito bem no internato, até a chegada de Fiamma (Maria Valverde) que muda tudo na instituição por ser literalmente uma princesa, que foi mandada ali por ter se aventurado com um plebeu. As histórias que Fiamma conta acabam animando as garotas, menos Di que começa a sentir ciúmes, e Srta G. fica desconfiada da nova garota, que sabe mergulhar melhor que qualquer uma das outras.

Fiamma começa a desconfiar das histórias contadas por Srta G. afinal ela já conhece todas dos livros, e começa a se perguntar o porquê das mentiras. O que Srta G esconde? E qual sua verdadeira personalidade?

A construção dos personagens é cativante e sutil que se encaixa perfeitamente com as descobertas sexuais feitas pelas garotas, o que dá um tom erótico a trama. Ressaltando que o longa se passa nos anos 30 e a reconstituição da época é maravilhosa e traz consigo uma fotografia excepcional.


Srta G. assim como Fiamma são personagens lindos e odiáveis, despertam os nossos melhores e piores sentimentos em questão de minutos. Personagens maravilhosos para um filme que aborda um drama psicológico, e desperta o suspense através da inocência de seus personagens.

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