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Notícia | Novo romance de Paula Hawkins

13:43
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Para os que amaram A Garota do Trem, a autora Paula Hawkins promete trazer novos mistérios em seu novo romance, intitulado Into The Water.

Após comprar os direitos de publicação, a editora Record liberou uma pequena sinopse pra acalmar os corações mais nervosos.

" Em “Into the water”, uma mãe solteira e uma adolescente são encontradas mortas no fundo do rio, com algumas semanas de diferença. A investigação que é realizada após as mortes vai acabar revelando uma história bem mais complicada do que parece."

“É rico, assustador e cheio de suspense”, disse Jaya Miceli, a designer de capa"

Mas Jaya fez mais que isso, quando se olha atentamente a capa você consegue enxergar os contornos de uma mulher borrados nas profundidades.

 “Nós não queríamos algo que você pudesse ver imediatamente”, diz Miceli. “Mas quando você a vê, você não pode deixar de enxergá-la.” Apenas como uma grande torção de Paula Hawkins."

E pra quem ficou ansioso, a editora afinrmou que o livro chega as livrarias em Maio de 2017.

Resenha | Boneco de Neve - Jo Nesbo

12:26
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Primeiro título que li de Jo Nesbo, e mesmo sabendo da fama dele como escritor fiquei surpreendida, não apenas com a história e o desenrolar da mesma, mas com a escrita fluída que ele coloca em sua obra.

Harry Hole é o melhor investigador de Oslo na Noruega, mas traz consigo um passado de alcoolismo e certo fascínio em encontrar algum serial killer, fazendo com que ele se torne desacreditado entre seus companheiros de trabalho, isso até eles se depararem com o boneco de neve.

Boneco de neve é o nome que os agentes que trabalham na investigação dão ao serial killer que mata mulheres casadas e com filhos quando cai a primeira neve. Seu nome se tornou esse por ele sempre fazer um boneco de neve antes de cometer o crime.

Normalmente meu apego é sempre de alguém que não é o personagem principal, e dessa vez meu apego foi todo para Katrine Bratt, uma oficial novata que vai ajudar Hole a encontrar o culpado por todos os crimes que vem acontecendo em Oslo.

Outro ponto que eu considero chave em qualquer livro desse tipo são as descrições, pra muitos são partes que tornam o livro longo e chato, mas existem casos que as descrições são tão parte da história quanto o próprio protagonista. Nesbo faz isso com maestria, se dedicando as descrições dos locais de crime e claro dos corpos encontrado por Hole. Em alguns momentos não é difícil imaginar aquilo em uma série policial qualquer, mas outros momentos você só imagina aquilo em Hannibal.

Assim como os livros policiais que normalmente leio o meu maior objetivo é encontrar o culpado pelos crimes que estão acontecendo, e tentar ao máximo usar minhas habilidades adquiridas ao longo de anos lendo esse gênero.

Pode ser por isso que o culpado se revela pra mim bem antes do final, é impossível ter certeza, mas existem aquelas pequenas migalhas deixadas ali apenas para os olhos de quem realmente as quer ver.

Peculiaridades a parte, o autor de todos aqueles crimes possui uma mente que encanta os amantes da psicopatia e do transtorno de personalidade. E se você assim como eu já se aventurou por histórias reais de serial killers, traçar um perfil psicológico do boneco de neve, será maravilhoso.

Um policial excelente pelo desenvolvimento dos personagens, uma trama realmente encantadora e com aquele toque de mistério que não nos deixa largar o livro nem por um segundo e sempre fazendo nosso cérebro trabalhar e busca de soluções.

Jo Nesbo ganhou um lugar na minha estante e no meu coração leitor, afinal nada melhor que um livro policial, uma boa trama e um detetive problemático, para tornar nossos dias mais completos.


Resenha | O Código dos Justos - Sam Bourne

08:45
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"Toda vida humana tem o mesmo valor"

Um dos maiores erros cometidos por publicidade, é quando divulgam um autor citando outro. Como foi no caso de uma parceria entre o John Green e o David Levithan, citando David como o autor que fez parceria com John Green a mente por trás de A Culpa é das Estrelas. Foi exatamente isso que aconteceu em relação ao Sam Bourne, citando-o como o candidato ao trono de Dan Brown. E isso nos faz encarar o livro de uma forma diferente.

"Se o exterior passa a ser irrelevante, se todos parecermos iguais, as pessoas podem verdadeiramente voltar-se para o interior"

Will é um repórter recém contratado do The New York Times, que acaba se deparando com a morte de um homem dito “cafetão”, mas que em determinado momento da vida teve um ato julgado justo. Enquanto Will é elogiado por seu editor pela matéria, e é enviado a outro país para cobrir uma nova matéria, Will tem sua esposa sequestrada.

Com a ajuda de sua ex-namorada TC, Will vai em busca de uma resposta sobre o seqüestro, e acaba descobrindo de está diretamente ligado aos assassinatos de homens ditos justos.

No decorrer da sua busca, Will recebe mensagens codificadas, e ai que entra TC, que não é criptografa, mas que conhece o bastante para ajudá-lo a decifras as pistas que um anônimo tem lhe mandado.

"Não é Lucifer que introduz o mal no mundo. Receio, Sr.Monroe, que sejamos nós."

Sam nos mostra bastante sobre a crença judaica, sobre seus costumes e comportamentos, que muitas vezes podem beirar o fanatismo. Uma história que mostra até onde as pessoas podem ir escondendo-se atrás de uma crença.


"Se o exterior passa a ser irrelevante, se todos parecermos iguais, as pessoas podem verdadeiramente voltar-se para o interior"

O Código dos Justos pode em muitas vezes, se tornar uma leitura cansativa, cheio de detalhes desnecessários, e de enigmas, que muitas vezes nos faz querer desistir da obra. Mas o final vale a pena, é um bom final para um livro que durante toda sua narrativa se mostrou apenas mais um que tenta nos fazer solucionar tudo através da criptografia.
 
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