Crítica | Orange Is The New Black 1ª Temporada


Baseada na história de Piper Kerman, Orange Is The New Black é uma das séries mais comentadas da Natflix atualmente, e conta com um elenco que até então não era tão próximo ao público, e que hoje cativa o carinho e a admiração de muitos telespectadores.

Em sua 1ª temporada, OITNB chegou para cumprir com uma responsabilidade imensa. Mostrar mulheres em um ambiente carcerário de forma real é algo complicado de se expor, mas a série conseguiu dar a volta nisso com maestria.

A história começa quando Piper Chapman está próxima a ser presa por ser cúmplice de uma traficante em um cartel de drogas. Vemos toda a despedida, e juras de amor entre ela e seu marido que promete aguardar ansiosamente sua volta logo após o termino de sua sentença. Chegando a prisão Piper começa a viver algo que ela nunca imaginou. Por possuir uma educação diferente da maioria, Piper acaba se tornando uma piada. Uma das partes importante é que seu marido Larry iria depositar o dinheiro para suas despesas na prisão assim que saísse de lá, mas o dinheiro demora mais que o normal para poder ser utilizado por Piper, e isso faz com que ela dependa da ajuda de muitas pessoas, e lógico com a ajuda de sua própria criatividade para fazer um chinelo utilizando absorventes.


A prisão é dividida em grupos. Existem os grupos das brancas, das latinas, das negras, das anciãs, e das orientais. Cada grupo funciona como uma família, e quando as coisas complicam pra alguma, todas se unem para defender. Não demora muito para se encaixar no grupo das caucasianas, e começar a entender como funciona a mente das mulheres que vivem em uma prisão.

Pouco tempo após sua chegada ela encontra com Alex Vause, a mulher que a muito era sua amante e traficante no cartel. Piper se sente traída por Alex, que ela acredita ter lhe colocado ali. A partir daí tem-se início ao que muitos consideram o núcleo mais importante da série. O que não é verdade, porque a série possuí inúmeros personagens, e todas tem sua importância.

Em meio as confusões nas quais Piper se envolve, aparece Crazy Eyes, uma detenta que tem alguns problemas psicológicos, e que acaba se apaixonando por Piper. O mais interessante em Crazy Eyes é que existem momentos nos quais ela se comporta como uma verdadeira apaixonada (o que é totalmente engraçado), muitas vezes como uma criança que necessita de carinho, e em outros momentos ela é uma completa louca. Podemos dizer que ela é quem possui a mente mais perturbada de todo o elenco.


Além dela conhecemos Red, uma russa que lidera a cozinha. Em seu grupo estão outras mulheres, cujas principais são: Nicky, Morelo, e a própria Alex que só se encaixa no grupo depois de algum tempo.  E indo além de mostrar apenas a convivência forçada em lugar de onde você não pode sair, OITNB viaja ao passado de cada personagem e conta sua história, nos esclarecendo o porquê de cada uma está ali.

Um dos flashbacks mais interessante é o de Sophia, uma transexual interpretada por Laverne Cox, que também é transexual na vida real. No episódio mostram cenas de como ele era antes de ser Sophia, o que muita gente não sabe é que naquele episódio quem interpretou Sophia antes da transformação foi o irmão gêmeo de Laverne.

Com muito humor, romance e drama, Orange Is The New Black não decepcionou tanta expectativa que foi derramada sobre ela.  Afinal, nada mais incrível principalmente pra outras mulheres conseguir enxergar além das grades, coisa que OZ a muito mostrou aos homens nos anos em que estava em exibição. Então se você ainda não viu a 1ª temporada, assina Netflix e aproveita pra ver também a 2ª temporada, porque no dia 12 junho OITNB volta com tudo pra saciar a curiosidade de muita gente na 3ª temporada.


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