Resenha | Azul é a Cor Mais Quente - Julie Maroh


Azul é a Cor Mais Quente é o maior de exemplo de que a obra original é infinitamente melhor que a adaptação, e pra quem viu ou ouviu falar apenas sobre o filme eu peço encarecidamente que leia a obra original, porque ao contrário da adaptação, o HQ traz a sensibilidade que o filme jogou no lixo.

O HQ conta a história de Clementine, estudante, e que está vivendo a fase de descobertas. Já no início da história nos deparamos com Thomas, um garoto mais velho que mostra interesse por Clementine. Acontece que ela não se importa nenhum pouco com isso, mas suas amigas começam a pressioná-la até que por fim ela sai com ele. Então, enquanto caminha pela rua ela se depara com uma garota de cabelo azul e a partir daí essa garota permanece nos pensamentos dela.

Quando se dá conta de que não vai dar certo com Thomas, Clementine coloca um fim no relacionamento, o que ninguém sabe é que ela anda sonhando com a garota do cabelo azul. 



Percebendo que sua amiga não anda bem, Valentin a leva pra um bar gay, e lá é onde ela esbarra com Emma mais uma vez. Elas conversam por um tempo até que a namorada de Emma apareça e a leve embora, deixando Clementine sozinha.

Azul é a Cor Mais Quente supera qualquer expectativa que você tenha quando for lê-lo. Não existem palavras capazes de mostrar o quanto ele é lindo, e o quanto essa história é fantástica. 

Além do romance entre Emma e Clementine, a história também fala muito sobre a descoberta de si mesma, os obstáculos a serem enfrentados, não apenas em casa, mas todo aquele clima pesado que fica na escola depois que as pessoas sabem disso.

Isso tudo serve pra mostrar o quanto é normal, e o quanto a descriminação não faz o mínimo sentido. Passamos as páginas e torcemos por Clementine, torcemos pra que ela agarre a própria felicidade acima de tudo. 

Pra encerrar, não tem como ficar sem derramar algumas lágrimas depois que tudo termina, você quer um pouco mais desse romance, dessa sensibilidade, dessa história. Uma lição pra muitos que ainda se atrevem a dizer que esse tipo de amor não existe.



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