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Resenha | Apaixonados - Lauren Kate

12:41
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O livro é apenas uma Spin Off de Fallen, mas para quem gosta mesmo da saga eu indico!

Quem não terminou a série e ficou se perguntando: E o Miles? A Shelby? Nossa adorável Ariane? Ou nosso querido Roland? Qual é a história deles?

Olha é claro que um livro de 181 páginas não terá a história de todos, mas pode conter a história de amor deles. E é exatamente isso que o livro conta.

Apaixonados é um livro que na verdade vem depois de Paixão, pois se passa na época em que Luce ainda está atravessando os Anunciadores atrás de suas outras vidas.

“O amor onde menos se espera” conta como Miles e Shelby se apaixonaram. “Lições de amor” representa o Dia dos Namorados de Roland. “Amor ardente” conta a história de amor de Ariane e é revelado como ela conseguiu aquela cicatriz. E, é claro que não poderia faltar, “Amor sem fim” se trata do primeiro e único dia dos namorados de Lucinda e Daniel.

Cada parte tem apenas quatro capítulos, então é bem rapinho de ler. Eu adorei, porque depois que terminei a saga fiquei muito curiosa para saber a história de amor de todos os personagens. Ganhei o box de Fallen então esse exemplar já veio junto, mas para quem comprou ou irá comprar separadamente lembrem-se não é uma continuação! Agora, para quem é fã da saga esse livro é indispensável.


O verdadeiro amor nunca diz adeus...

Resenha | Em Algum Lugar Nas Estrelas - Clare Vanderpool

21:39
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Em Algum Lugar nas Estrelas conta história de Jackie, um garoto do Kansas, filho de militar que com a morte precoce de sua mãe se vê obrigado a mudar para a escola militar Morton Hill.

Jack aos nove anos precisou se tornar o “homem da casa” quando seu pai foi enviado pra guerra contra Hitler. Após a morte de sua mãe ele se vê muito deslocado no mundo pois sua mãe era seu porto seguro. Assim na escola ele tenta de se encontrar de novo.

Como seu pai sempre está em guerra o relacionamento dos dois não era muito bom e por isso eles eram bem distantes um do outro. 

Olhamos para estrelas com admiração e fascínio, mas o fascínio não é consequência só da veneração. É fruto também de uma pergunta: por quê?

Nesse impasse de sem encontrar, ele conhece Early, um garoto excluído pelos outros por seus hábitos estranhos.

Early acredita que o numero PI conta historias de um garoto que também queria encontrar seu lugar no mundo, que cada dia da semana tem uma musica e que a Ursa Maior sempre o guiaria.

Early perdeu os pais e vivia com seu irmão na escola, mas seu irmão foi morto em combate e ele se apegava a historia de PI como a historia do seu irmão.

A história é bem gostosa de ler e a linguagem é bem simples, rápida, cheia de descobertas e aventuras. A narrativa é simples, como um infanto-juvenil, mas trazendo uma seriedade que foge um pouco do gênero.

Jack carrega a culpa de não ter protegido a mãe como prometeu ao pai, Early carrega a culpa de não ter ajudado seu grande herói, seu irmão.

A obra se espelha muito na pergunta “por quê?”. Os personagens sempre estão se perguntando o porquê das coisas acontecerem com eles ou das coisas serem como são.

A capa é maravilhosa e acho que isso nem é preciso comentar, darkside arrasa nas edições e os designers são tão bons quanto os autores. Além disso, o livro tem algumas ilustrações maravilhosas que só nos encantam mais ainda.

Sem esquecer-se de uma réplica de CD que vem com os dias da semana e as músicas que você precisa escutar nesses dias. Ainda tenho um milhão de motivos para te convencer a ler esse livro, mas vou deixar pra você mesmo descobrir.


Quando o oceano molhou meus pés, percebi que Early Auden , o mais estranhos dos garotos, tinha me salvado de ser levado embora. Ele me salvou quando me ensinou a reconstruir um barco, que números contam historias e que, quando chove é sempre Billie Holiday.

Resenha | Garotas de Vidro - Lauren Halse Anderson

13:58
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Garotas de vidro entrou para minha lista de desejados depois que assisti uma resenha sobre ele no canal da Pam Gonçalves. E como normalmente acontece eu não me arrependi nenhum pouco de ter embarcado nessa história.

Lia é uma adolescente com sérios problemas em relação à forma como enxerga seu corpo. Lia tinha uma melhor amiga chamada Cassie, e um dia ela recebe a notícia que sua amiga morreu em um motel sozinha, mas, além disso, que antes disso ela ligou várias vezes para Lia.

Lia começa a se sentir culpada por não ter atendido as ligações, apesar de que, quando Cassie morreu elas não estarem mais conversando, decisão tomada pelos pais de Cassie que achavam Lia uma má influencia.

Não existe cura mágica, nem como fazer tudo desaparecer para sempre. Existem apenas pequenos passos adiante; um dia mais fácil, uma risada inesperada, um espelho que não importa mais.

O livro aborda muito mais que apenas um drama de adolescentes, mostra como distúrbios alimentares são destrutivos, e mais que isso, a forma como as pessoas que passam por isso se enxergam.

Lia não passa de uma adolescente lutando contra seus fantasmas, ao mesmo tempo em que não sabe se continuar lutando é realmente a melhor forma de continuar vivendo.

Com abordagens como tentativa de suicídio, depressão, bulimia e anorexia, o livro traz consigo uma carga bem pesada para quem se arrisca por suas páginas. Mas é exatamente por isso que é um livro muito indicado para adolescentes e para adultos que queiram entender melhor o que se passa na cabeça de pessoas que sofrem com esses distúrbios.


Se vale a pena ler? Talvez seja uma daquelas leituras obrigatórias que vão te fazer pensar em porque demorou tanto para ler. Mas prepare-se não é uma leitura fácil,  em alguns momentos ela chega a ser desesperadora.


Resenha | Matéria Escura - Blake Crouch

18:03
•
 

Esse livro foi uma cortesia da Editora Intrínseca.

E se você pudesse escolher uma versão de você, qual você escolheria?

Jason Dessen é um físico nuclear e professor em uma universidade. Sua vida é simples, não existe nada de excepcional nela. Pai de um adolescente e caso com uma artista ele vive todos os dias com a dúvida.

Quinze anos atrás, Daniela, na época, namorada de Jason, apareceu grávida, e ali ele precisou tomar uma decisão.  Ficar com ela e assumir aquele filho ou seguir em frente com sua carreira e se tornar um físico de sucesso.

Naquele momento, após decidir que ficar com Daniela, em um multiverso, uma nova versão de si mesmo foi criada. Essa sua versão deixou Dani para trás e seguiu com seu sonho, e o mais importante, conseguiu criar uma porta que leva você para vários mundos no multiverso.

Acho que tudo se resume a querer o que não tive. Aquilo que poderia ter tido se tivesse feito outras escolhas.

Quando li as críticas sobre o livro, fiquei fascinada com a premissa dele, afinal como seria minha vida se naquele dia eu tivesse virado a direita ao invés da esquerda, ou se eu tivesse aceitado aquele emprego?

Blake Crouch criou uma trama capaz de prender as mentes mais dispersas, e de deixar os corações mais calmos em desespero.

Nosso protagonista é sequestrado logo no início por alguém com máscara de gueixa, esse alguém o coloca em uma caixa, enquanto Jason está muito dopado. Ao acordar ele se vê em um laboratório, onde todos o conhecem, mas ele não conhece ninguém.

Depois de um tempo nesse mundo que ele sabe não pertencer a ele tudo começa a se encaixar. Seu outro eu conseguiu alcançar o seu objetivo e isso significa que ele está em outro mundo, enquanto seu outro eu assumiu o seu lugar.

Estamos apenas vagando através da tundra de nossa existência, atribuindo valor ao inútil, quando tudo que amamos e odiamos, tudo em que acreditamos e pelo que lutamos e morremos é tão sem sentido quanto imagens projetadas sobre acrílico.

Cheio de surpresas o livro não para um segundo, e você sempre irá se perguntar o que vai acontecer depois, se ele consegue, ou se em algum momento aquilo não vai passar de uma queda para o abismo.

Um thriller sci-fi que vai deixar fascinado, um livro que vai superar as expectativas de muitos, uma obra que vai saciar corações que a muito não leem uma obra tão bem desenvolvida. Algo tão diferente e ao mesmo tempo real que você vai se perguntar que aquilo realmente pode acontecer.


Enquanto você lê essa resenha, outro eu seu pode ter seguido outro caminho, e trilhado outra vida. Então, você quer descobrir?


Resenha | O Livro de Cam - Lauren Kate

17:56
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A RESENHA PODE CONTER SPOILERS PARA QUEM NÃO LEU A SAGA FALLEN.

Depois que Daniel e Lucinda tiveram seu final feliz, Cam retorna para a escola Sword & Cross talvez porque o lugar foi o começo do fim, mas quem irá dizer? Ali ele encontra por coincidência Roland e Ariane que revelam onde a alma de sua antiga amada se encontra. Nos domínios de Lúcifer.

Se você encontra uma alma que ama mais que qualquer outra, não a abandona. 

Cam sela um pacto com o diabo para tirar a alma de Lilith dos confins do Inferno, ele tem apenas quinze diz para fazer a garota voltar a ama-lo ou terá que passar a eternidade ao lado de Lúcifer.

O problema é que Lilith o odeia, Cam quebrou seu coração no passado e mesmo não lembrando ela ainda sente como se devesse o desprezar. Os capítulos do livro são intercalados entre os dois, e por vezes alguns contém a história deles.

Te dou meus braços. Meus olhos. Minhas cicatrizes. E todas as minhas mentiras. E tu, que me darás?

O Livro de Cam é uma continuação da saga Fallen e é indicado para os fãs e para quem, assim como eu, gosta muito desse demônio. A leitura é bem tranquila, mas achei clichê a ideia do Inferno ser o ensino médio, parecia que estava assistindo ao um filme da Disney.

O final, na minha opinião, poderia ser melhor, pois teve um quê de continuação e nem imagino se terá outro. Quando foi lançado o livro anunciaram que seria o último da saga, então vamos esperar por notícias de Lauren Kate.

Só se vive uma vez. Mas, se você fizer direito, uma vez é o bastante.

Resenha | Êxtase - Lauren Kate

16:17
•

Aqueles eram os anjos. Aquela era a Queda.

A Queda dos anjos durou nove dias e nove noites e é esse o tempo que nossos personagens tem para conseguir impedir Lúcifer de limpar toda a história. No começo a autora já nos dá um pequeno trecho do quão grande é a Queda.

O problema em questão é que os anjos não sabem exatamente onde eles caíram, mas uma pesquisa antiga que Daniel fez pode ajudar. Após se reunirem na antiga escola Sword & Cross, Luce e os anjos saem em busca dos objetos que serão a chave para encontrar o local da Queda.

Fiz minha escolha há muito tempo, quase nos primórdios. Eu escolhi você, Lucinda.

Depois de três livros temos finalmente o casal reunido! Em Êxtase o tempo todo Daniel e Lucinda estão juntos, bem diferente dos volumes anteriores. Eles vão para Veneza encontrar o primeiro objeto enquanto Roland, Anabelle e Ariane para Viena, e Molly, Cam e Gabbe para Avalon, para encontrar os outros dois objetos.

Luce está mais diferente nesse livro, pois com a sua longa viagem que havia feito entre os Anunciadores ela começa a lembrar das suas vidas passadas. O problema é que ainda não se recorda da primeira, a qual conheceu Daniel.

Ela o reconheceu, sabia quem era. Muito antes, Lucinda havia amado esse anjo. Mas ele não era Daniel.

A única dificuldade que tive ao ler Êxtase foi me orientar, Lauren Kate tenta nos dar a localização exata de onde os personagens estão, entretanto não sou uma pessoa muito boa em me localizar (me perco na minha própria cidade), por isso sempre estava com o celular na mão procurando o local mencionado.

No último volume da saga Fallen o grande mistério é enfim revelado. A autora não deixa nenhuma peça fora do lugar, consegue explicar certinho todos os detalhes. Até temos uma “reconciliação” entre Luce e Cam.

Embora ela amasse Daniel mais que qualquer outra coisa, mais do que jamais imaginara possível, Luce não podia suportar a ideia de perder Cam. 

O grande mistério revelado eu já tinha um pouco em mente, mas mesmo assim fiquei surpresa com algumas coisas que nem havia imaginado. Já o final eu sinceramente gostei, a autora acertou em cheio! Vale lembrar que em Fallen o amor nunca diz Adeus...

Para quem ama a saga e/ou achou que alguns personagens foram esquecidos (eu não achei) ainda temos outros volumes para complementar, podem ajudar a descobrir um pouco mais sobre a vida dos outros anjos caídos. E para quem ama o Cam tanto quanto eu indico o Livro de Cam, vale muito a pena descobrir um pouco mais sobre a vida desse demônio magnífico.

O amor é a única coisa pela qual vale a pena lutar.

Resenha | Todo Dia - David Levithan

13:38
•
 
Todo dia sou uma pessoa diferente. Eu sou eu, sei que sou eu, mas também sou outra pessoa. 

Um dos livros que estava a bastante tempo na minha lista de desejados e de “eu preciso ler pra ontem” era esse. David Levithan surgiu um pouco por conta de John Green, mas depois que você o desvincula disso, descobre que ele é tão bom quanto John, se não melhor.

Levithan já lançou inúmeras obras e eu já tive o prazer de ler praticamente todas elas e nunca, nem por um segundo ele me decepcionou com aquele jogo de amor adolescente que convenhamos, já é bem ultrapassado. Claro que ele fala de amor, mas é sempre de uma forma tão peculiar que você sempre está ansioso pelo próximo livro.

O passado não me ofusca, nem o futuro me motiva. Concentro-me no presente, porque é nele que estou destinado a viver. 

Com “Todo Dia” não foi nada diferente, Levithan traz para seus leitores a história de A, um ser que muda de corpo todos os dias. Ou seja você não sabe se é um garoto ou uma garota, só sabe que ele existe e que rouba a vida de alguém durante um dia e não consegue controlar em quem vai ficar, e isso faz todos os seus dias se tornarem uma surpresa.

Em uma dessas suas hospedagens ele entra no corpo de Justin, um adolescente extremamente machista e grosseiro que trata sua namorada como um objeto. Acontece que A não é assim e decide fazer daquele dia um dia memorável pra ela, por mais que ele não vá está ali  no dia seguinte. No decorrer do dia ele começa a achar aquilo maravilhoso, mesmo tendo consciência que não vai durar mais que aquele único dia.


Na minha experiência, desejo é desejo, amor é amor. Nunca me apaixonei por um gênero. Apaixonei-me por indivíduos. Sei que é difícil as pessoas fazerem isso, mas não entendo por que é tão complicado, quando é tão óbvio.

O dia acaba e mesmo em outro corpo, A não consegue parar de pensar nela, e assim começa sua eterna batalha em conquistar Rhiannon todos os dias em corpos diferentes, torcendo pra que ela entenda e principalmente aceite.

Todo dia trata profundamente da aparência interior e como é difícil que alguém te enxergue por isso.  Quando Rhiannon o reconhece em meio a multidão apenas pela forma como ele a olha é maravilhoso, você sente a felicidade dele dentro de você e isso é incrível.

— Como sabia que era eu? — preciso perguntar. — Pelo modo como olhou para mim — diz ela. — Não teria como ser outra pessoa.

Com A habitamos corpos destruídos pelas drogas, pela comida, pela vida. Começamos a enxergar o mundo de tantas perspectivas diferentes que no final ficamos com um pouco de A dentro de nós, e ficamos imaginando se ele não está realmente ali, por apenas um dia.


Levithan mais uma vez deixou sua marca na minha trajetória como leitora, e se você ainda não ouviu falar da obra ainda dá tempo de conhecer essa história incrível e se apaixonar por A, aquele que pode ser uma garota ou um garoto, isso só vai depender do dia.

Um dos cartazes dos manifestantes chama minha atenção. Está escrito: “HOMOSSEXUALISMO É OBRA DO DIABO.” E, mais uma vez, penso em como as pessoas usam o diabo para dar nome às coisas que temem.

Resenha | Paixão - Lauren Kate

14:56
•
 

Vou começar essa resenha informando que sou cumplice por falar maravilhas desse livro, pois é o meu favorito da saga. Vou tentar resumir o máximo da narrativa, se me deixassem contaria muitos detalhes que poderiam ser entendidos como spoiler.

– Sempre amarei você Daniel. Sempre escolherei você. Em cada existência, eu escolherei você. Assim como você sempre me escolheu. Para todo o sempre. 

A obra é dividida por um capitulo de cada amante, ou seja, um de Daniel e um de Lucinda. Logo no inicio já aparece um personagem oculto, um tanto quanto misterioso, para complementar a estória. Depois que Luce se sente obrigada a sair em busca de suas outras vidas passadas, ela cai do Anunciador direto para outra época, onde encontra seu outro eu e vê o ciclo da maldição que ela e Daniel foram submetidos.

Cada capítulo de Luce se passa dessa forma, uma nova época, uma nova encarnação de Lucinda se apaixonando e morrendo. Pode parecer muito repetitivo, mas a cada nova vida presenciada ela sente estar cada vez mais perto de quebrar a maldição.

Porque, não importa o tipo de ciclo ao qual eles estão presos, o amor dele por ela é... verdadeiro.

Já os capítulos de Daniel são chatinhos, porque ele apenas corre atrás de sua amada e nunca chega a lugar algum. No entanto suas partes são curtas e algumas até ajudam a entender melhor ele e os outros anjos caídos. Cam tem uma parte muito essencial nesse livro, podemos ver que um dia ele se apaixonou (e teve seu coração partido) por uma mortal.

Eu tinha comentado antes em Tormenta que fiquei com raiva do casal, principalmente de Daniel, mas enquanto estava lendo Paixão a minha cabeça mudou muito, comecei a entende-lo melhor. Não é nada fácil ver seu amor verdadeiro morrer milhares de vezes na sua frente.

Luce esperou que suas asas se abrissem. Esperou pelo trovejar suave de quando elas se abrissem completamente e recebessem o vento em uma glória magnífica. Porém as asas dele não irromperam das suas costas. Quando ele atingiu a beira do penhasco, ocorreu o que aconteceria a qualquer outro garoto. Ele caiu.

Desta vez a autora foi mais detalhista, pois a cada vida de Luce o cenário era diferente do anterior. Claro que não acaba por aí, ainda temos mais um livro da saga para o segredo ser totalmente revelado! O livro é mais uma vez indicado para os que querem terminar a saga, e se vocês gostam mesmo de mistério continuem a leitura, afinal “em Fallen o amor nunca morre”.

– Escolho meu amor por Lucinda! – gritou ele para o Céu e para Terra, para os anjos ao seu redor e para aqueles que não estavam ali. – E reafirmo a minha escolha: escolho Lucinda, acima de tudo. E a escolherei até o fim.

Resenha | Orgulho e Preconceito e Zumbis - Jane Austen e Seth Grahame-Smith

17:58
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Esse livro foi cortesia da editora Intrínseca.

O título já conta sua história, Orgulho e Preconceito e Zumbis é um romance histórico com zumbis dentro dela, baseado é claro no aclamado romance de Jane Austen. A obra é contata ao pé da letra de seu original, apenas com algumas alterações para encaixar os não mensuráveis, ou zumbis.

A premissa do livro é maravilhosa, afinal você imaginar zumbis no século XIX é algo um tanto quanto interessante, o problema é que o autor que poderia ter tornado o livro algo nunca visto antes, apenas tornou um dos melhores romances da história em algo cansativo e sem um real objetivo.

O início do livro é incrível com descrições magníficas de um baile inglês, e só se altera um pouco com a entrada dos zumbis. A cena de ação é muito bem descrita e você imaginar mulheres empunhando suas adagas e lutando com essas criaturas é algo maravilhoso.

Mas ao decorrer da história o autor perde um pouco dessa intenção inicial e começa a tornar tudo muito repetitivo, a história se perde e o objetivo dela também.

Creio que grandes expectativas tragam grandes decepções, esse livro poderia sim ter sido uma das melhores histórias já escritas, mas acabou se tornando algo um tanto quanto obsoleto o que me deixou triste.

Mas aos fãs de um bom zumbi eu garanto que vocês vão se divertir, e creio que muitos irão gostar, por eles serem aqueles zumbis que relembram noite dos mortos, com suas caminhadas lentas e aparência assustadora.

Outro pronto positivo são as ilustrações que estão lindas e que mostram muito bem os detalhes de algumas das cenas descritas no livro.


Mas, lembre-se, para uma melhor avaliação do livro, nada melhor que você mesmo ler a obra, então o coloque na sua lista de desejados e forme sua opinião sobre a obra.

Resenha | Aceitação - Jeff Vandermeer

17:14
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Esse livro foi uma cortesia da editora Intrínseca.

Aceitação é o último livro da trilogia Comando Sul, e para quem acompanhou o lançamento dos livros, o anúncio desses foi como uma música para nossos ouvidos, afinal quem não ficou extremamente curioso ao final do segundo?

Como uma trilogia muito complicada de se explicar, Comando Sul traz para os leitores uma eterna angústia de nunca saber o que realmente está acontecendo, são tantos mistérios e tantas possibilidades que você não consegue parar para ver se aquilo é realmente o que está acontecendo.

Neste terceiro livro temos quatro narradores. Controle, último diretor do Comando Sul, Ave Fantasma, uma versão melhorada da bióloga, a Diretora, e o Faroleiro.


O faroleiro é um dos grandes mistérios desde o primeiro livro, afinal quem era aquele cara posando naquela foto tão esquisita? Nesse livro Jeff nos conta mais profundamente a história de um dos personagens mais importantes da trama.

Enquanto estamos sobre sua narrativa chegamos o mais próximo de saber o que aconteceu a área X, e o que ele tem a ver com tudo isso.


A narrativa da diretora nos coloca mais dentro da trama que as outras, pois a escrita é feita em primeira pessoa e isso te carrega diretamente para as instalações temerosas do Comando Sul, e claro, para mais perto de seus segredos.

Controle carrega a narrativa mais cansativa, até seu ápice, onde se torna uma das melhores  e mais assustadora de todas.

Já Ave Fantasma é minha narrativa favorita, tenho apego por personagens quebrados e ela, assim como seu molde, a bióloga, ganharam minha atenção desde o início dessa trama, e claro que no último não deixaria a desejar.

Mesmo antes de você começar a ler, um dos comentários impressos no livro fala que não você não vai conseguir entender completamente a área x, e isso é verdade, mas ainda assim, você se sente preenchido ao final da história.


Jeff nos faz refletir em cada volume de sua série, sobre como tratamos nossa natureza, e de como os seres humanos podem ser extremamente destrutivos. Talvez essa trilogia seja uma distopia, talvez uma fantasia, é difícil colocar ela em apenas um desses gêneros, mas garanto que após a leitura dos três, ele pode ser considerado os dois.


Resenha | Tormenta - Lauren Kate

14:47
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Seu coração foi atrás de Daniel quando ela abriu os olhos e viu o último movimento das asas desaparecendo dentro de uma nuvem e penetrando na noite escura . 

Uma conversa entre Daniel e Cam marca o começo do livro, formando uma trégua entre os anjos caídos, mas Luce (e nem os leitores) fazem ideia do que isso significa.

Os vencedores têm a liberdade de reescrever a história. 

Lucinda é transferida para uma nova escola, um lugar bem diferente de onde estava antes. Os alunos em Shoreline são Nefilim (filhos ou descendentes de anjos que tiveram relacionamentos com mortais).

Lá ela conhece Shelby, uma pessoa um pouco difícil no começo, mas que se torna sua amiga posteriormente. E Miles, um amigo que Luce confia bastante logo de cara, mas que pode se tornar uma pedra no meio do caminho de Daniel.

Quando ele se virou para encará-la, seu olhar era de plena agonia. Como se Luce tivesse acabado de arrancar seu coração. 

Ao decorrer da obra a protagonista tenta descobrir mais sobre ela e suas vidas passadas, e os Anunciadores (as antigas sombras) parecem que podem ajudar com isso já que eles mostram algumas cenas do passado, sendo assim do seu passado também.

Esse livro, na minha opinião, não é o melhor da saga. É muito monótono, deixando um tanto a desejar. Fiquei um pouco com raiva de certas coisas que acontecem, e com muitas atitudes por parte tanto de Daniel quanto de Lucinda, a trama é praticamente “brigas de casal”.

Quando Luce girou a cabeça, procurando ao redor, Daniel já estava no céu, a meio caminho entre o mar e a lua. 

Porém não desanimei de terminar e, assim como Fallen, é no final que tudo acontece. Sendo assim, indico esse livro para quem quer mesmo terminar a saga, como eu já mencionei o início pode parecer entediante, mas as sequências recompensarão. No meu caso recompensou.

Eu sempre vou lhe pegar quando você cair. 


Resenha | Social Killers - RJ Parker e JJ Slate

16:14
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Que a internet mudou muitas vidas e tornou a comunicação ainda mais fácil, ninguém tem dúvida. Junto com ela inúmeras redes sociais que foi e continua sendo o ponto mais alto da rede. O problema é que você nunca sabe quem está do outro lado, e é sobre isso que Social Killers vêm contar para os leitores.

O livro conta uma série de crimes cometidos através da internet, sejam eles pelo tão conhecido Facebook, ou pela Craiglist, um site de empregos mais conhecido em outros países. São crime tão violentos que ao terminar de ler você fica se perguntando se vale a pena ou não continuar com suas redes sociais, sabendo que alguém pode está observando você.

Repletos de história  tristes e bizarras o livro conta não apenas a história dos assassinos, mas mostra como muitas pessoas se ofereçam para tais crimes, como canibalismo.

É bem difícil acreditar que algumas dessas histórias realmente aconteceram pelo grau de violência aplicado pelos assassinos. São mulheres doentes em buscas de bebes e capazes de matar uma mulher grávida para consegui-lo, pessoas procurando outras que saciem suas fantasias mais violentas, e outros que matam apenas para saber a sensação.

Social Killers vai bem além de outros livros sobre serial killers, ele mostra o quanto existem pessoas vulneráveis pelo mundo, que se entregam a outras sem ao menos saber se aquele pessoa é realmente quem diz ser.

Se existe algo que você sai ciente após ler esse livro, é que você nunca pode confiar em alguém que você nunca o viu que redes sociais não passam de uma fonte mais rápida para muitas pessoas conseguirem suas vítimas.


Aos leitores que gostam desse tipo de leitura, eu recomendo muito, aos que não possuem o hábito, recomendo que o leiam com cautela, ou leiam algo sobre o assunto antes de ler algo tão explícito.

Resenha | Fallen - Lauren Kate

14:16
•

O livro foi publicado em 2009 (2010 no Brasil) pela escritora Lauren Kate que até então era praticamente desconhecida. Quando lançado foi muito comparado com Crepúsculo (livro de Stephenie Meyer) por causa de um triangulo amoroso, mas vou logo dizendo, mesmo que o primeiro livro mostre dois garotos brigando por uma garota, o foco da saga não é isso!

Lucinda Price é uma adolescente que, por causa de um acidente com um antigo namorado, foi mandada para a Sword & Cross, um reformatório para jovens “problemáticos”. Nos primeiros momentos já somos a Cam (um bad boy muito interessante) e Ariane (uma menina muito maluquinha).

Como a água cintilava sob a luz do sol, parecia que Daniel tinha asas.

Enquanto Ariane mostra a escola para Luce, ela vê Daniel Grigori, mas é um pouco decepcionante já que a recepção dele não parece ser tão calorosa. Ao longo da trama a nossa protagonista também é apresentada a outras pessoas como Roland, que parece ser muito amigo de Daniel, Molly e Gabbe.

O livro todo é praticamente Cam querendo a atenção de Luce enquanto ela só tem olhos para Daniel, que parece não dar a mínima para a mocinha. Ela enfrenta outro problema também, sombras que não a deixam em paz, e a faz pensar que pode ter algo relacionado ele.

As palavras dele na noite anterior voltaram até ela: Eu não sei como impedir. Não sei o que fazer.

Luce e sua amiga Penn tentam descobrir o que tem por traz desse garoto tão misterioso, e por que a faz pensar que já o conhecia. Mas a verdade não necessariamente precisa ser o que você espera, não importa, a vidas deles estão ligadas para sempre serem assim...

A escrita é leve o que faz a leitura ser muito tranquila, a autora não é muito detalhista, mas bem misteriosa. O desenrolar da estória é lenta o que a torna um pouco entediante e deixando para o final a melhor parte, mas não esperem que encontrarão todas as respostas lá, ainda têm mais três livros da saga para o mistério ser revelado!

Daniel entrelaçou o cabelo dela nos dedos e Luce abriu os olhos para ver, por um segundo, as primeiras estrelas aparecendo no céu. Ela se sentiu mais próxima do que nunca do Paraíso.

Resenha | Cidades de Papel - John Green

11:44
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Todo mundo tem seu milagre

Tudo começa quando Margo Roth Spielgelman se torna vizinha de Quentin Jacobsen. Quando eram crianças os dois costumavam brincar juntos, e num certo dia estavam pedalando suas bicicletas até um parque da cidade, mas eles acabaram se deparando com um cadáver. Até então tudo certo, mas Margo não é qualquer garota, ela continua muito interessada pelo morto, então a noite vai até o quarto de Q para contar o que descobriu sobre o morto.

O terceiro romance do meu querido John Green vem para nos deixar cada vez mais apaixonados por sua escrita. O livro é escrito em 1ª pessoa, narrado pelo protagonista Quentin, com um dialogo leve e - desculpe a expressão - deliciosamente simples de ler.

 As obras do autor já viraram sinônimo de literatura juvenil, pois assim como “A Culpa é das Estrelas” e “Quem é você Alasca?”, “Cidades de Papel” atraiu muito os leitores jovens.

A obra que virou filme em 2015 atraiu 535.363 espectadores em sua estréia no Brasil, foi o segundo livro de John adaptado para o cinema. Em minha opinião, olha que sou muito fã dos livros de John Green, o filme foi bem honesto e fiel a obra, mudando é claro o final – o que foi anunciado antes do lançamento da adaptação cinematográfica.

Ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um 


Voltando ao enredo, em uma noite Margo aparece na janela de Quentin pedindo ajuda para resolver onze problemas. A aventura começa no supermercado, seguido de “presentear” os amigos - envolvendo arrombamento e invasão de domicilio - e um romance entre os dois, afinal Q é apaixonado por sua amiga. Tudo em torno da Cidade de Papel, como Margo nomeia Jefferson Park.

No outro dia ao chegar a escola Quentin senti falta da presença de Margo, ela havia desaparecido, mas não era a primeira vez. Sempre que ela foge deixa pistas para as pessoas, normalmente para sua irmã Ruthie, porém dessa vez foram para Q.

A estória se desenrola quando Quentin junto com seus amigos, Radar e Bem, vão atrás dos rastros de Margo, se tornando uma grande aventura para todos, principalmente para nós leitores. O final, como esperado do autor, é bem inesperado.

VOCÊ VAI PARA AS CIDADES DE PAPEL E NUNCA MAIS VOLTARÁ 


Resenha | Os Instrumentos Mortais - Cidade dos Ossos - Cassandra Clare

12:55
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Lançado em 2010 no Brasil, Cidade dos Ossos é o primeiro livro da saga Instrumentos Mortais da autora Cassandra Clare. A saga completa vendeu cerca de 15 milhões mundialmente, e também rendeu um filme lançado em 2013 e uma série pela Netflix titulado “Shadowhunters” que teve sua estréia esse ano e já teve sua próxima temporada confirmada para 2017.

Eu vi muitas criticas ruins em relação ao filme e a série, espero que comecem a melhorar para agradar a todos e não cancelarem novamente. Os fãs agradecem!

Para quem ama livro físico como eu, as primeiras edições da saga aqui no Brasil são com capa holográfica, lindas!

O livro é escrito em 3ª pessoa e começa na entrada de uma balada chamada Pandemônio, onde Clary e seu amigo Simon estão esperando para entrar. Lá dentro, por acaso ela encontra Jace Wayland, Isabelle Lightwood e Alec Lightwood, e acaba descobrindo outro mundo: O mundo das sombras.
Amar é destruir e ser amado é ser destruído

Após sua mãe ser levada por Valentin, Clary descobre que na verdade não é uma Mundana e sim uma Caçadora de Sombras, o que foi escondido dela sua vida toda. Agora para salvar a vida de Jocelyn Fray, sua mãe, Clary e os outros Caçadores de Sombras vão atrás de suas memórias, que foram roubadas dela para sua própria proteção.

O livro que inicia a saga Instrumentos Mortais é cheio de aventura e ao desenrolar da história temos um romance entre Clary e Jace, e um pequeno ciúme pela parte de Simon que é apaixonado pela amiga. Mas o final é inesperado e pretende deixar o jovem casal bem abalado.

O melhor do livro é como a autora descreve cada um de seus personagens, como os cabelos ruivos de Clary, o jeito arrogante de Jace, e até mesmo os olhos de gato de Magnus Bane. Cassie (como seus fãs a chamam) consegue transmitir com vários detalhes o enredo, criando um mundo onde podemos descobrir e nos aventurar.


Resenha | Uma Pergunta Por Dia - Andy Warhol

10:58
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Imagine responder perguntas simples, daquelas que você nunca imaginou precisar responder. Imaginou? Se não, Andy Warhol imaginou por você e fez desse livro, mais que muitos daqueles que você costuma ler. Ele fez de poucas páginas, uma cápsula do tempo que vai te fazer voltar sempre que ler a mesma pergunta todo ano, no mesmo dia.

Uma Página Por Dia é divertido e diferente de todos que os diários que tem por ai, apesar de comparado ao tão marcante “Destrua Este Diário”, quem não destruiu ou nunca quis destruir aquele livro que atire a primeira pedra.

Apesar da comparação, os dois trazem propostas completamente diferentes. Um te faz chutar aquele balde e abraçar o desapego literário, enquanto o outro quer guardar momentos que normalmente você esqueceria com o passar dos dias, quem dirá anos.

Se você é daquelas pessoas que ama um bom diário, que gosta de guardar suas lembranças e revivê-las anos depois, esse livro é pra você. Mas se você não consegue manter a rotina de responder perguntas todos os dias, talvez daqui a cinco anos você queira saber se...

“Você deveria confiar nos seus instintos?”


Resenha | O Miniaturista - Jessie Burton

13:42
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O Miniaturista conta a história de Petronella, ou Nella Oortman, uma adolescente que chega a cidade para um casamento por contrato, isso foi o que conseguiu para fugir da miséria que assolava sua família. Seu marido é Johannes Brandt, um dos homens mais ricos da cidade de Amsterdão, trabalhando com a exportação e a importação de produtos.

Antes de tais acontecimentos, Nella estudava arduamente para se tornar uma mulher de boas maneiras, se tornando assim, uma mercadoria que satisfazia os caprichos de qualquer homem rico disposto a pagar o dote.

Nella começa a sufocar no luxo pouco acolhedor da sua nova residência, vivendo sempre sobre o carinho do marido e a presença controladora de sua cunhada Marin. Para amenizar sua ausência, Johannes lhe dá de presente uma miniatura da casa onde vivem.

Nella então começa a encomendar peças a um miniaturista através de uma anúncio publicado em um jornal. Mas mesmo sem pedir por mais peças, as mesmas continuam chegando a casa de Nella, réplicas perfeitas dos habitantes da casa, e presságios de tragédias e segredos que aguardam sua hora de aparecer.

A história criada por Jessie Burton é cheia de amor e traição, sensualidade e medo em uma atmosfera dentro do século XVII.

Uma homenagem as mulheres que passaram suas vidas em silêncio. Um mundo onde apenas os homens era criadores, e o sexo significava dor.


 
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