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Resenha | Matéria Escura - Blake Crouch

18:03
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Esse livro foi uma cortesia da Editora Intrínseca.

E se você pudesse escolher uma versão de você, qual você escolheria?

Jason Dessen é um físico nuclear e professor em uma universidade. Sua vida é simples, não existe nada de excepcional nela. Pai de um adolescente e caso com uma artista ele vive todos os dias com a dúvida.

Quinze anos atrás, Daniela, na época, namorada de Jason, apareceu grávida, e ali ele precisou tomar uma decisão.  Ficar com ela e assumir aquele filho ou seguir em frente com sua carreira e se tornar um físico de sucesso.

Naquele momento, após decidir que ficar com Daniela, em um multiverso, uma nova versão de si mesmo foi criada. Essa sua versão deixou Dani para trás e seguiu com seu sonho, e o mais importante, conseguiu criar uma porta que leva você para vários mundos no multiverso.

Acho que tudo se resume a querer o que não tive. Aquilo que poderia ter tido se tivesse feito outras escolhas.

Quando li as críticas sobre o livro, fiquei fascinada com a premissa dele, afinal como seria minha vida se naquele dia eu tivesse virado a direita ao invés da esquerda, ou se eu tivesse aceitado aquele emprego?

Blake Crouch criou uma trama capaz de prender as mentes mais dispersas, e de deixar os corações mais calmos em desespero.

Nosso protagonista é sequestrado logo no início por alguém com máscara de gueixa, esse alguém o coloca em uma caixa, enquanto Jason está muito dopado. Ao acordar ele se vê em um laboratório, onde todos o conhecem, mas ele não conhece ninguém.

Depois de um tempo nesse mundo que ele sabe não pertencer a ele tudo começa a se encaixar. Seu outro eu conseguiu alcançar o seu objetivo e isso significa que ele está em outro mundo, enquanto seu outro eu assumiu o seu lugar.

Estamos apenas vagando através da tundra de nossa existência, atribuindo valor ao inútil, quando tudo que amamos e odiamos, tudo em que acreditamos e pelo que lutamos e morremos é tão sem sentido quanto imagens projetadas sobre acrílico.

Cheio de surpresas o livro não para um segundo, e você sempre irá se perguntar o que vai acontecer depois, se ele consegue, ou se em algum momento aquilo não vai passar de uma queda para o abismo.

Um thriller sci-fi que vai deixar fascinado, um livro que vai superar as expectativas de muitos, uma obra que vai saciar corações que a muito não leem uma obra tão bem desenvolvida. Algo tão diferente e ao mesmo tempo real que você vai se perguntar que aquilo realmente pode acontecer.


Enquanto você lê essa resenha, outro eu seu pode ter seguido outro caminho, e trilhado outra vida. Então, você quer descobrir?


Resenha | Orgulho e Preconceito e Zumbis - Jane Austen e Seth Grahame-Smith

17:58
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Esse livro foi cortesia da editora Intrínseca.

O título já conta sua história, Orgulho e Preconceito e Zumbis é um romance histórico com zumbis dentro dela, baseado é claro no aclamado romance de Jane Austen. A obra é contata ao pé da letra de seu original, apenas com algumas alterações para encaixar os não mensuráveis, ou zumbis.

A premissa do livro é maravilhosa, afinal você imaginar zumbis no século XIX é algo um tanto quanto interessante, o problema é que o autor que poderia ter tornado o livro algo nunca visto antes, apenas tornou um dos melhores romances da história em algo cansativo e sem um real objetivo.

O início do livro é incrível com descrições magníficas de um baile inglês, e só se altera um pouco com a entrada dos zumbis. A cena de ação é muito bem descrita e você imaginar mulheres empunhando suas adagas e lutando com essas criaturas é algo maravilhoso.

Mas ao decorrer da história o autor perde um pouco dessa intenção inicial e começa a tornar tudo muito repetitivo, a história se perde e o objetivo dela também.

Creio que grandes expectativas tragam grandes decepções, esse livro poderia sim ter sido uma das melhores histórias já escritas, mas acabou se tornando algo um tanto quanto obsoleto o que me deixou triste.

Mas aos fãs de um bom zumbi eu garanto que vocês vão se divertir, e creio que muitos irão gostar, por eles serem aqueles zumbis que relembram noite dos mortos, com suas caminhadas lentas e aparência assustadora.

Outro pronto positivo são as ilustrações que estão lindas e que mostram muito bem os detalhes de algumas das cenas descritas no livro.


Mas, lembre-se, para uma melhor avaliação do livro, nada melhor que você mesmo ler a obra, então o coloque na sua lista de desejados e forme sua opinião sobre a obra.

Resenha | Aceitação - Jeff Vandermeer

17:14
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Esse livro foi uma cortesia da editora Intrínseca.

Aceitação é o último livro da trilogia Comando Sul, e para quem acompanhou o lançamento dos livros, o anúncio desses foi como uma música para nossos ouvidos, afinal quem não ficou extremamente curioso ao final do segundo?

Como uma trilogia muito complicada de se explicar, Comando Sul traz para os leitores uma eterna angústia de nunca saber o que realmente está acontecendo, são tantos mistérios e tantas possibilidades que você não consegue parar para ver se aquilo é realmente o que está acontecendo.

Neste terceiro livro temos quatro narradores. Controle, último diretor do Comando Sul, Ave Fantasma, uma versão melhorada da bióloga, a Diretora, e o Faroleiro.


O faroleiro é um dos grandes mistérios desde o primeiro livro, afinal quem era aquele cara posando naquela foto tão esquisita? Nesse livro Jeff nos conta mais profundamente a história de um dos personagens mais importantes da trama.

Enquanto estamos sobre sua narrativa chegamos o mais próximo de saber o que aconteceu a área X, e o que ele tem a ver com tudo isso.


A narrativa da diretora nos coloca mais dentro da trama que as outras, pois a escrita é feita em primeira pessoa e isso te carrega diretamente para as instalações temerosas do Comando Sul, e claro, para mais perto de seus segredos.

Controle carrega a narrativa mais cansativa, até seu ápice, onde se torna uma das melhores  e mais assustadora de todas.

Já Ave Fantasma é minha narrativa favorita, tenho apego por personagens quebrados e ela, assim como seu molde, a bióloga, ganharam minha atenção desde o início dessa trama, e claro que no último não deixaria a desejar.

Mesmo antes de você começar a ler, um dos comentários impressos no livro fala que não você não vai conseguir entender completamente a área x, e isso é verdade, mas ainda assim, você se sente preenchido ao final da história.


Jeff nos faz refletir em cada volume de sua série, sobre como tratamos nossa natureza, e de como os seres humanos podem ser extremamente destrutivos. Talvez essa trilogia seja uma distopia, talvez uma fantasia, é difícil colocar ela em apenas um desses gêneros, mas garanto que após a leitura dos três, ele pode ser considerado os dois.


Resenha | Cidades de Papel - John Green

11:44
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Todo mundo tem seu milagre

Tudo começa quando Margo Roth Spielgelman se torna vizinha de Quentin Jacobsen. Quando eram crianças os dois costumavam brincar juntos, e num certo dia estavam pedalando suas bicicletas até um parque da cidade, mas eles acabaram se deparando com um cadáver. Até então tudo certo, mas Margo não é qualquer garota, ela continua muito interessada pelo morto, então a noite vai até o quarto de Q para contar o que descobriu sobre o morto.

O terceiro romance do meu querido John Green vem para nos deixar cada vez mais apaixonados por sua escrita. O livro é escrito em 1ª pessoa, narrado pelo protagonista Quentin, com um dialogo leve e - desculpe a expressão - deliciosamente simples de ler.

 As obras do autor já viraram sinônimo de literatura juvenil, pois assim como “A Culpa é das Estrelas” e “Quem é você Alasca?”, “Cidades de Papel” atraiu muito os leitores jovens.

A obra que virou filme em 2015 atraiu 535.363 espectadores em sua estréia no Brasil, foi o segundo livro de John adaptado para o cinema. Em minha opinião, olha que sou muito fã dos livros de John Green, o filme foi bem honesto e fiel a obra, mudando é claro o final – o que foi anunciado antes do lançamento da adaptação cinematográfica.

Ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um 


Voltando ao enredo, em uma noite Margo aparece na janela de Quentin pedindo ajuda para resolver onze problemas. A aventura começa no supermercado, seguido de “presentear” os amigos - envolvendo arrombamento e invasão de domicilio - e um romance entre os dois, afinal Q é apaixonado por sua amiga. Tudo em torno da Cidade de Papel, como Margo nomeia Jefferson Park.

No outro dia ao chegar a escola Quentin senti falta da presença de Margo, ela havia desaparecido, mas não era a primeira vez. Sempre que ela foge deixa pistas para as pessoas, normalmente para sua irmã Ruthie, porém dessa vez foram para Q.

A estória se desenrola quando Quentin junto com seus amigos, Radar e Bem, vão atrás dos rastros de Margo, se tornando uma grande aventura para todos, principalmente para nós leitores. O final, como esperado do autor, é bem inesperado.

VOCÊ VAI PARA AS CIDADES DE PAPEL E NUNCA MAIS VOLTARÁ 


Resenha | Uma Pergunta Por Dia - Andy Warhol

10:58
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Imagine responder perguntas simples, daquelas que você nunca imaginou precisar responder. Imaginou? Se não, Andy Warhol imaginou por você e fez desse livro, mais que muitos daqueles que você costuma ler. Ele fez de poucas páginas, uma cápsula do tempo que vai te fazer voltar sempre que ler a mesma pergunta todo ano, no mesmo dia.

Uma Página Por Dia é divertido e diferente de todos que os diários que tem por ai, apesar de comparado ao tão marcante “Destrua Este Diário”, quem não destruiu ou nunca quis destruir aquele livro que atire a primeira pedra.

Apesar da comparação, os dois trazem propostas completamente diferentes. Um te faz chutar aquele balde e abraçar o desapego literário, enquanto o outro quer guardar momentos que normalmente você esqueceria com o passar dos dias, quem dirá anos.

Se você é daquelas pessoas que ama um bom diário, que gosta de guardar suas lembranças e revivê-las anos depois, esse livro é pra você. Mas se você não consegue manter a rotina de responder perguntas todos os dias, talvez daqui a cinco anos você queira saber se...

“Você deveria confiar nos seus instintos?”


Resenha | O Miniaturista - Jessie Burton

13:42
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O Miniaturista conta a história de Petronella, ou Nella Oortman, uma adolescente que chega a cidade para um casamento por contrato, isso foi o que conseguiu para fugir da miséria que assolava sua família. Seu marido é Johannes Brandt, um dos homens mais ricos da cidade de Amsterdão, trabalhando com a exportação e a importação de produtos.

Antes de tais acontecimentos, Nella estudava arduamente para se tornar uma mulher de boas maneiras, se tornando assim, uma mercadoria que satisfazia os caprichos de qualquer homem rico disposto a pagar o dote.

Nella começa a sufocar no luxo pouco acolhedor da sua nova residência, vivendo sempre sobre o carinho do marido e a presença controladora de sua cunhada Marin. Para amenizar sua ausência, Johannes lhe dá de presente uma miniatura da casa onde vivem.

Nella então começa a encomendar peças a um miniaturista através de uma anúncio publicado em um jornal. Mas mesmo sem pedir por mais peças, as mesmas continuam chegando a casa de Nella, réplicas perfeitas dos habitantes da casa, e presságios de tragédias e segredos que aguardam sua hora de aparecer.

A história criada por Jessie Burton é cheia de amor e traição, sensualidade e medo em uma atmosfera dentro do século XVII.

Uma homenagem as mulheres que passaram suas vidas em silêncio. Um mundo onde apenas os homens era criadores, e o sexo significava dor.


Resenha | O Livro Secreto - Grégory Samak

09:24
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O livro de Grégory Samak me chamou atenção por ser um livro que abordar o nazismo, que é um dos temas que mais roubam minha completa dedicação. Depois de saber o tema central da obra, procurei saber como esse tema seria abordado, e me surpreendi ao ver que Samak teve a ideia de usar algo como viagem no tempo para evitar o holocausto.

Elias Erin é um homem que já se encontra na sua última fase de vida e decide se mudar para Braunau, uma cidade pequena e que não tem nada a lhe oferecer. Ele consegue comprar uma casa não muito atraente a muitos dos moradores, mas que pra ele seria o suficiente. 

Já no primeiro dia ele encontra um cômodo que lhe havia passado despercebido antes. Um quarto azul com um alçapão. Ao abrir o alçapão, Elias se deparou com uma escada de pedras que o levou a um lugar mágico. Uma biblioteca gigantesca, cheia de corredores e livros que carregavam em suas lombadas apenas letras.

"Poucos homens fazem o mal achando que estão fazendo o mal"

Depois de estudar a forma de codificação dos livros, Elias descobriu que cada livro carregava a história da humanidade, cada um carregava o destino de uma criatura e por ser extremamente religioso, Elias começou a chamar cada livro, de livro da vida, e que ele era um escolhido por Deus para possuir esses destinos em suas mãos

Com uma premissa tão incrível, O Livro Secreto poderia ter sido uma das melhores obras já escritas com essa temática. Infelizmente o foco que foi colocado na religião do protagonista deixou tudo mais lento de como poderia ter sido normalmente.

O final nos deixa querendo mais, pois muitas pontas ficaram soltas e como é comum de todo leitor, gostamos de saber tudo que aconteceu até a história realmente ganhar seu final. Enfim, com poucos pontos negativos, a obra de Grégory Samak ganhou três estrelas e um espaço na minha estante.


Resenha | O Leitor do Trem das 6h27 - Jean - Paul Didierlaurent

19:10
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Nada mais atrativo a um leitor, que um livro com esse tipo de título. Nós apaixonados pelas palavras escritas, pelas histórias que tornam nossas mentes mais abertas e nossas vidas mais fáceis, nos sentimos compelidos a ler livros assim, e foi exatamente por isso que decidi ler tal livro.

O Leitor do Trem das 6h27 se chama Guylain Vignolles, um homem que lê páginas aleatórias em voz alta todos os dias no mesmo trem das 6h27, sem receber nada em troca. Aquilo é uma forma de ele se ajudar, apesar de as pessoas acharem que ele o faz para o bem dos outros.

Guylain é um homem solitário que trabalha em algo que odeia. Tem apenas dois amigos, um com ambas as pernas amputadas, e outro que só fala através de versos alexandrinos. Além disso sua outra companhia é seu peixinho dourado que nada sem rumo dentro de uma aquário mínimo.

"Para Guylain, pouco importava o conteúdo. Só o ato de ler tinha importância a seus olhos."

Mais importante que a história em si, é a forma como Jean-Paul coloca a literatura na vida das pessoas. Uma forma doce e delicada, que apenas os leitores mais apaixonados são capazes de sentir. A transformação que ocorre na vida de todas essas pessoas por causa da leitura é algo magnífico, e Jean soube mostrar o quão valiosas são essas palavras escritas.

Não tem como não se apaixonar por cada personagem, que carrega consigo uma característica marcante para todos nós que nos aventuramos nesse romance tão belo. Cada um deles mudou minha vida de uma forma significativa, e me marcou eternamente.

Sempre existem momentos para se ler um livro, e eu tive a sorte de ler esse livro em um momento totalmente propício, o que me trouxe uma experiência completa a qual nunca irei esquecer.

"...as pessoas em geral só esperam uma coisa: que você ofereça a image daquilo que elas querem que você seja."


 
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